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Consequências FísicasA gravidade das complicações mórbidas que provêm do aborto, tendem a aumentar com a duração da gravidez, por exemplo, um aborto no segundo trimestre de gestação é mais perigoso que um no primeiro trimestre. Embora também possam ocorrer nos casos de aborto espontâneo, as complicações são mais graves e mais frequentes quando o aborto é provocado. A hemorragia, nos casos de aborto espontâneo, raramente se espalha com abundância. Já no aborto provocado, ela é mais intensa e pode até mesmo levar ao choque. As infecções, apresentam-se relativamente raras e benignas no aborto espontâneo, mas podem ser graves e mortais no aborto provocado. O traumatismo mais perigoso associado ao aborto provocado, é a perfuração uterina, que pode ocasionar peritonite e morte. O colo do útero também pode ser lesado durante a prática do aborto e, mais raramente, outros órgãos como a bexiga e alças intestinais.
Consequências Psicológicas Além das possíveis consequências físicas, o aborto costuma provocar crises de arrependimento e culpa, e reacções psiconeuróticas ou mesmo psicóticas graves. A maioria das mulheres pratica o aborto em situações desesperadas de medo ou insegurança. Depois disso, muitas deixam de se cuidar e, sem apoio psicológico para lidar com os seus sentimentos, acabam por engravidar de novo. Por mais liberta que a mulher esteja dos padrões morais e religiosos, por mais consciente da impossibilidade de levar a termo a sua gestação, ou por mais indesejada que tenha sido a gravidez, abortar é uma decisão que, na maioria das vezes, envolve medo e angústia. Estes sentimentos aumentam quando o aborto é realizado em clínicas clandestinas.
Tal como nos mostra o quadro abaixo indicado e os textos acima referidos, podemos concluir que não vale a pena corrermos todos os riscos necessários para a realização do aborto, ou seja, não compensa sacrificarmos a Mulher para que possa haver privação do nascimento.
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Última actualização: segunda-feira, 06 de Junho de 2005 22:16:43. |